O que é o TUNNELFLEX-TTX: Análise de Engenharia Aprofundada do Cabo de Média Tensão 3,6/6 a 12/20 kV COM Proteção Anti-Torção
O TUNNELFLEX-TTX RS-(N)TSCGEWOEU é a versão de média tensão da família TUNNELFLEX equipada com proteção anti-torção — uma trança de malha aberta de fios sintéticos aplicada entre a manta interna e a bainha externa de PCP. Ele alimenta equipamentos móveis com alto risco de dano mecânico em tunelamento, nas mesmas quatro classes de tensão do TUNNELFLEX-TX (3,6/6 a 12/20 kV), mas para sistemas em que o cabo não é apenas defletido em um plano, e sim torcido em torno do próprio eixo durante o serviço. O TTX completa a família: ele está para o TX assim como o R/PUR está para o PUR na baixa tensão — a mesma construção elétrica, acrescida do elemento que absorve o esforço torcional.
O quadrante que faltava
1. O que é o TUNNELFLEX-TTX e Como Ele Completa a Família
A família TUNNELFLEX organiza-se em torno de duas perguntas independentes: qual é a tensão do sistema, e o cabo será torcido em serviço. Cruzando essas duas perguntas, surge uma matriz de quatro quadrantes — e o TUNNELFLEX-TTX é precisamente o quarto: média tensão, com proteção anti-torção. Ele combina o sistema elétrico de média tensão do TX (isolação HEPR-MV e blindagens semicondutoras) com a filosofia anti-torção do R/PUR (uma malha sintética que absorve a rotação).
| Quadrante | Baixa tensão (0,6/1 kV) | Média tensão (3,6/6 a 12/20 kV) |
|---|---|---|
| SEM anti-torção (deflexão em um plano) | TUNNELFLEX-PUR | TUNNELFLEX-TX |
| COM anti-torção (tolera torção) | TUNNELFLEX-R/PUR | TUNNELFLEX-TTX |
Tese técnica
Argumento de engenharia: o TTX prova que a família TUNNELFLEX é uma plataforma de dois eixos ortogonais, não uma simples lista de produtos. A tensão e o modo de movimento são variáveis independentes: pode-se ter média tensão com deflexão em um plano (TX) ou média tensão com torção (TTX), exatamente como na baixa tensão. Reconhecer isso muda a lógica de seleção — não se escolhe “o cabo de média tensão” e depois se torce por que não, escolhe-se o cruzamento correto das duas perguntas. Usar um TX onde o sistema impõe torção leva à falha prematura; usar um TTX onde só há deflexão em um plano é pagar peso, diâmetro e custo por uma proteção que não trabalha.
A trança anti-torção
2. A Trança de Malha Aberta de Fios Sintéticos: o Elemento que Define o TTX
A única diferença construtiva entre o TUNNELFLEX-TX e o TUNNELFLEX-TTX é a inclusão, neste último, de uma trança de malha aberta de fios sintéticos (anti-twisting braid, open mesh of synthetic yarns), aplicada sobre a manta interna de PCP e sob a bainha externa de PCP. É o equivalente, em média tensão, da malha sintética do R/PUR — mas aqui ela protege um núcleo muito mais sofisticado, com blindagens semicondutoras e isolação HEPR-MV que não toleram a desorganização que a torção descontrolada provocaria.
Em um cabo de média tensão, a torção acumulada não é apenas um problema mecânico: ela tensiona as interfaces entre a isolação e as camadas semicondutoras extrudadas, podendo criar microvazios onde o campo elétrico iniciaria descargas parciais. Proteger o núcleo de MT contra torção é, portanto, proteger também o sistema de controle de campo do qual depende a vida do cabo. A trança de malha aberta restringe a rotação do conjunto sem enrijecê-lo, mantendo a flexibilidade que o serviço móvel exige.
Por que “malha aberta”, e por que fios sintéticos
Argumento de engenharia: dois adjetivos da folha de dados carregam decisões de projeto. “Malha aberta” significa que a trança não envolve o cabo como uma capa fechada, mas como uma rede que deixa vãos — isso preserva a flexibilidade na flexão e evita aprisionar calor, mantendo o caminho de dissipação térmica do núcleo. “Fios sintéticos” indica reforço têxtil de alta resistência à tração, e não armadura metálica: o têxtil resiste ao cisalhamento torcional sem o peso, a rigidez e os problemas de continuidade elétrica que uma trança metálica traria a um cabo móvel de média tensão. A trança trabalha como um exoesqueleto têxtil que deixa o cabo dobrar mas não o deixa girar livremente — protegendo as interfaces semicondutoras sem comprometer flexão nem dissipação.
Construção camada a camada
3. Construção do TUNNELFLEX-TTX, da Alma à Bainha
O TTX herda integralmente a arquitetura elétrica de média tensão do TX, acrescentando a trança anti-torção entre as duas camadas de PCP. A sequência completa é a seguinte.
O custo da trança
4. O Custo Dimensional da Trança: TTX frente ao TX
A trança de malha aberta não é gratuita: ela acrescenta diâmetro e peso ao cabo. Comparando bitola a bitola, na mesma classe de tensão, o TTX é sistematicamente um pouco mais grosso e mais pesado que o TX. A tabela a seguir ilustra a penalidade na classe 3,6/6 (7,2) kV.
| Seção (3,6/6 kV) | OD máx. TX mm | OD máx. TTX mm | Δ diâmetro mm | Peso TX kg/km | Peso TTX kg/km | Δ peso kg/km |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 3×25+3×25/3 | 41,6 | 42,4 | +0,8 | 2420 | 2520 | +100 |
| 3×35+3×25/3 | 44,2 | 45,0 | +0,8 | 2940 | 3040 | +100 |
| 3×50+3×25/3 | 47,0 | 47,8 | +0,8 | 3470 | 3570 | +100 |
| 3×70+3×25/3 | 51,1 | 52,4 | +1,3 | 4370 | 4490 | +120 |
| 3×95+3×50/3 | 55,5 | 56,3 | +0,8 | 5370 | 5490 | +120 |
| 3×120+3×70/3 | 59,8 | 60,6 | +0,8 | 6730 | 6880 | +150 |
| 3×150+3×70/3 | 64,3 | 65,1 | +0,8 | 7750 | 7910 | +160 |
| 3×185+3×95/3 | 67,3 | 68,1 | +0,8 | 9180 | 9340 | +160 |
| 3×240+3×120/3 | 75,7 | 76,5 | +0,8 | 11970 | 12150 | +180 |
O que a penalidade significa na prática
Argumento de engenharia: a trança custa tipicamente cerca de 0,8 mm de diâmetro e de 100 a 180 kg/km de peso, sem alterar nada da capacidade elétrica — a corrente, o curto-circuito e a tração publicados são idênticos aos do TX. Essa é a tradução numérica do princípio de seleção: a proteção anti-torção tem um preço dimensional e de peso, justificado apenas quando o sistema realmente torce o cabo. Em projeto, o diâmetro maior do TTX também consome um pouco mais de tambor por volta e exige reverificar o raio de curvatura mínimo (10×OD em tambor) sobre o novo OD. Onde só há deflexão em um plano, o TX entrega a mesma performance elétrica com menos massa e menor diâmetro.
Parâmetros elétricos
5. Parâmetros Elétricos por Classe de Tensão
O TTX cobre as mesmas quatro classes de média tensão do TX, com tensão máxima de operação e tensão de ensaio idênticas. A temperatura máxima do condutor é de 90°C.
| Tensão nominal Uo/U (Um) | Máx. operação kV | Tensão de ensaio kV |
|---|---|---|
| 3,6/6 (7,2) kV | 5,4 | 11 |
| 6/10 (12) kV | 12 | 17 |
| 8,7/15 (18) kV | 18 | 24 |
| 12/20 (24) kV | 24 | 29 |
5.1 Fatores de correção para temperatura ambiente — agora até 55°C
Aqui surge uma diferença sutil mas concreta em relação ao TX: a tabela de correção do TTX estende-se a 55°C, com fator K de 0,71, uma classe de temperatura além do TX (que parava em 50°C / 0,77).
| Temperatura ambiente °C | 20 | 25 | 35 | 40 | 45 | 50 | 55 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fator K | 1,10 | 1,05 | 0,95 | 0,89 | 0,84 | 0,77 | 0,71 |
O significado do degrau extra de 55°C
Argumento de engenharia: a faixa de correção estendida a 55°C (K = 0,71) reconhece um fato de campo: galerias profundas e frentes de escavação de túnel podem ser ambientes quentes, e o cabo precisa de um fator de derating válido nessa condição. A 55°C, a capacidade de corrente cai para 71% do valor de catálogo (referido a 30°C). Combinada com o derating de enrolamento em tambor — que por si só corta cerca de 50% —, a correção de temperatura mostra por que o cabo estendido nunca deve ser usado como base de dimensionamento: um TTX a 55°C ambiente e enrolado em três camadas opera a uma fração pequena da corrente que o número de catálogo sugere.
Capacidade de corrente e derating de tambor
6. Capacidade de Corrente e o Derating Crítico em Camadas de Tambor
A capacidade de corrente do TTX é idêntica à do TX — a trança não altera a térmica do núcleo de forma significativa. Os valores são publicados em quatro condições: estendido e enrolado em uma, duas e três camadas. As classes 3,6/6 e 6/10 kV compartilham um conjunto de valores; as classes 8,7/15 e 12/20 kV têm valores ligeiramente superiores.
6.1 Capacidade de corrente — classes 3,6/6 e 6/10 kV
| Seção | Estendido A | 1 camada A | 2 camadas A | 3 camadas A | Redução p/ 3 camadas |
|---|---|---|---|---|---|
| 3×25 | 131 | 105 | 80 | 64 | −51% |
| 3×35 | 162 | 130 | 99 | 79 | −51% |
| 3×50 | 202 | 162 | 123 | 99 | −51% |
| 3×70 | 250 | 200 | 153 | 123 | −51% |
| 3×95 | 301 | 241 | 184 | 147 | −51% |
| 3×120 | 352 | 282 | 215 | 172 | −51% |
| 3×150 | 404 | 323 | 246 | 198 | −51% |
| 3×185 | 461 | 369 | 281 | 226 | −51% |
| 3×240 | 540 | 432 | 329 | 265 | −51% |
6.2 Capacidade de corrente — classes 8,7/15 e 12/20 kV
| Seção | Estendido A | 1 camada A | 2 camadas A | 3 camadas A | Redução p/ 3 camadas |
|---|---|---|---|---|---|
| 3×25 | 139 | 111 | 85 | 68 | −51% |
| 3×35 | 172 | 138 | 105 | 84 | −51% |
| 3×50 | 215 | 172 | 131 | 105 | −51% |
| 3×70 | 265 | 212 | 162 | 130 | −51% |
| 3×95 | 319 | 255 | 195 | 156 | −51% |
| 3×120 | 371 | 297 | 226 | 182 | −51% |
| 3×150 | 428 | 342 | 261 | 210 | −51% |
| 3×185 | 488 | 390 | 298 | 239 | −51% |
| 3×240 | 574 | 459 | 350 | 281 | −51% |
Curto-circuito
7. Suportabilidade a Curto-Circuito (90°C → 250°C)
Por depender apenas da seção e do material do condutor, a corrente de curto-circuito admissível é idêntica à do TX e igual em todas as classes de tensão.
| Seção de fase | Corrente de curto-circuito kA (90→250°C) | Densidade aproximada |
|---|---|---|
| 3×25 | 3,6 | ≈ 144 A/mm² |
| 3×35 | 5,0 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×50 | 7,2 | ≈ 144 A/mm² |
| 3×70 | 10,0 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×95 | 13,6 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×120 | 17,2 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×150 | 21,5 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×185 | 26,5 | ≈ 143 A/mm² |
| 3×240 | 34,3 | ≈ 143 A/mm² |
Como ler o valor de curto-circuito
Argumento de engenharia: os valores correspondem à energia que o condutor suporta de 90°C (temperatura máxima em regime) até 250°C (limite térmico de curta duração), tipicamente referidos a 1 segundo. A densidade praticamente constante de cerca de 143 A/mm² é a assinatura do cálculo adiabático para condutor de cobre nesse intervalo. Em projeto, a corrente admissível para o tempo de atuação real da proteção escala com o inverso da raiz do tempo: maior para uma falta eliminada em 0,5 s, menor para 2 s. Converta o valor publicado para o tempo real da proteção antes de compará-lo à corrente de curto-circuito presumida no ponto de instalação.
Parâmetros mecânicos
8. Parâmetros Mecânicos: Raio de Curvatura, Tração e Temperatura
| Parâmetro | Valor (TTX) | Significado de engenharia |
|---|---|---|
| Raio de curvatura, fixo | 5 × OD | Raio compacto para trechos estáticos do lançamento. |
| Raio de curvatura, em tambor | 10 × OD | Verificar sobre o OD maior do TTX (trança inclusa). |
| Tração (publicada) | 1500 N na 3×25 = 20 N/mm² | Referida à seção total dos condutores de fase. |
| Temperatura ambiente fixa (mín.) | −30°C | Para trechos estáticos do lançamento. |
| Temperatura operação flexível (mín.) | −20°C | Limite de verificação para movimento dinâmico. |
| Temperatura do condutor (máx.) | +90°C | Regime contínuo. |
| Correção de temperatura ambiente | até 55°C (K = 0,71) | Faixa estendida em relação ao TX. |
| Modo de deflexão | Flexão + torção | Habilitado pela trança de malha aberta. |
A regra de tração lida nos números
Argumento de engenharia: a tabela do TTX publica 1500 N de tração para a bitola 3×25 (75 mm² de seção total de fase), o que corresponde a 20 N/mm² — a mesma regra do TX. Multiplicar a seção total de fase por 20 N/mm² fornece a tração admissível de qualquer bitola, valor a ser confirmado na folha de dados emitida. Vale notar que a trança anti-torção é um elemento de resistência à torção, não necessariamente de reforço à tração axial: a força de puxamento deve continuar sendo aplicada pelos condutores (ou por uma malha/olhal de tração apropriado), respeitando o limite de 20 N/mm² sobre a seção de cobre de fase.
Tabelas dimensionais completas
9. Faixa Dimensional do TUNNELFLEX-TTX por Classe de Tensão
As quatro tabelas a seguir reúnem, fielmente conforme a folha de dados, os dados dimensionais, de peso, de tração e de curto-circuito do TTX para cada classe de média tensão.
9.1 Classe 3,6/6 (7,2) kV
| Seção | Diâm. fase mm | Diâm. terra mm | OD mín. mm | OD máx. mm | Peso kg/km | Tração N | Curto kA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 3×25+3×25/3 | 6,6 | 4,0 | 39,4 | 42,4 | 2520 | 1500 | 3,6 |
| 3×35+3×25/3 | 8,0 | 4,0 | 42,0 | 45,0 | 3040 | 2100 | 5,0 |
| 3×50+3×25/3 | 9,3 | 4,0 | 44,8 | 47,8 | 3570 | 3000 | 7,2 |
| 3×70+3×25/3 | 11,2 | 4,9 | 48,4 | 52,4 | 4490 | 4200 | 10,0 |
| 3×95+3×50/3 | 13,0 | 5,4 | 52,3 | 56,3 | 5490 | 5700 | 13,6 |
| 3×120+3×70/3 | 15,0 | 6,6 | 56,6 | 60,6 | 6880 | 7200 | 17,2 |
| 3×150+3×70/3 | 16,9 | 6,6 | 61,1 | 65,1 | 7910 | 9000 | 21,5 |
| 3×185+3×95/3 | 18,3 | 8,0 | 64,1 | 68,1 | 9340 | 11100 | 26,5 |
| 3×240+3×120/3 | 20,5 | 9,3 | 72,5 | 76,5 | 12150 | 14400 | 34,3 |
9.2 Classe 6/10 (12) kV
| Seção | Diâm. fase mm | Diâm. terra mm | OD mín. mm | OD máx. mm | Peso kg/km | Tração N | Curto kA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 3×25+3×25/3 | 6,6 | 4,0 | 41,1 | 44,1 | 2670 | 1500 | 3,6 |
| 3×35+3×25/3 | 8,0 | 4,0 | 43,8 | 46,8 | 3200 | 2100 | 5,0 |
| 3×50+3×25/3 | 9,3 | 4,0 | 46,6 | 49,6 | 3740 | 3000 | 7,2 |
| 3×70+3×25/3 | 11,2 | 4,9 | 50,2 | 54,2 | 4670 | 4200 | 10,0 |
| 3×95+3×50/3 | 13,0 | 5,4 | 54,0 | 58,0 | 5690 | 5700 | 13,6 |
| 3×120+3×70/3 | 15,0 | 6,6 | 58,3 | 62,3 | 7090 | 7200 | 17,2 |
| 3×150+3×70/3 | 16,9 | 6,6 | 62,8 | 66,8 | 8140 | 9000 | 21,5 |
| 3×185+3×95/3 | 18,3 | 8,0 | 65,9 | 69,9 | 9590 | 11100 | 26,5 |
| 3×240+3×120/3 | 20,5 | 9,3 | 73,7 | 77,7 | 12350 | 14400 | 34,3 |
9.3 Classe 8,7/15 (18) kV
| Seção | Diâm. fase mm | Diâm. terra mm | OD mín. mm | OD máx. mm | Peso kg/km | Tração N | Curto kA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 3×25+3×25/3 | 6,6 | 4,0 | 44,5 | 47,5 | 2990 | 1500 | 3,6 |
| 3×35+3×25/3 | 8,0 | 4,0 | 47,2 | 50,2 | 3540 | 2100 | 5,0 |
| 3×50+3×25/3 | 9,3 | 4,0 | 49,5 | 53,5 | 4110 | 3000 | 7,2 |
| 3×70+3×25/3 | 11,2 | 4,9 | 53,6 | 57,6 | 5070 | 4200 | 10,0 |
| 3×95+3×50/3 | 13,0 | 5,4 | 57,5 | 61,5 | 6130 | 5700 | 13,6 |
| 3×120+3×70/3 | 15,0 | 6,6 | 62,2 | 66,2 | 7600 | 7200 | 17,2 |
| 3×150+3×70/3 | 16,9 | 6,6 | 66,3 | 70,3 | 8620 | 9000 | 21,5 |
| 3×185+3×95/3 | 18,3 | 8,0 | 70,7 | 74,7 | 10320 | 11100 | 26,5 |
| 3×240+3×120/3 | 20,5 | 9,3 | 76,3 | 80,3 | 12770 | 14400 | 34,3 |
9.4 Classe 12/20 (24) kV
| Seção | Diâm. fase mm | Diâm. terra mm | OD mín. mm | OD máx. mm | Peso kg/km | Tração N | Curto kA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 3×25+3×25/3 | 6,6 | 4,0 | 48,8 | 52,8 | 3480 | 1500 | 3,6 |
| 3×35+3×25/3 | 8,0 | 4,0 | 51,5 | 55,5 | 4060 | 2100 | 5,0 |
| 3×50+3×25/3 | 9,3 | 4,0 | 54,3 | 58,3 | 4650 | 3000 | 7,2 |
| 3×70+3×25/3 | 11,2 | 4,9 | 58,3 | 62,3 | 5670 | 4200 | 10,0 |
| 3×95+3×50/3 | 13,0 | 5,4 | 62,6 | 66,6 | 6810 | 5700 | 13,6 |
| 3×120+3×70/3 | 15,0 | 6,6 | 66,9 | 70,9 | 8260 | 7200 | 17,2 |
| 3×150+3×70/3 | 16,9 | 6,6 | 72,4 | 76,4 | 9560 | 9000 | 21,5 |
| 3×185+3×95/3 | 18,3 | 8,0 | 75,4 | 79,4 | 11050 | 11100 | 26,5 |
Assim como no TX, a classe 12/20 kV é listada até a bitola 3×185; para a 3×240 nesta classe, a disponibilidade deve ser confirmada na folha de dados emitida.
Análise comparativa
10. Análise Comparativa: TTX frente a TX e ao Resto da Família
10.1 TUNNELFLEX-TX vs. TUNNELFLEX-TTX
| Critério | TUNNELFLEX-TX | TUNNELFLEX-TTX |
|---|---|---|
| Proteção anti-torção | Ausente | Trança de malha aberta de fios sintéticos |
| Esforço admissível | Deflexão em um plano | Flexão + torção |
| Diâmetro externo | Menor | ≈ +0,8 mm |
| Peso | Menor | ≈ +100 a 180 kg/km |
| Faixa de correção de temperatura | Até 50°C (K = 0,77) | Até 55°C (K = 0,71) |
| Sistema elétrico (HEPR-MV, blindagens, PCP) | Idêntico | Idêntico |
| Corrente / curto-circuito / tração | Idênticos ao TTX | Idênticos ao TX |
10.2 A matriz completa da família TUNNELFLEX
| Variante | Tensão | Anti-torção | Isolação / bainha | Modo de movimento |
|---|---|---|---|---|
| TUNNELFLEX-PUR | 0,6/1 kV | Não | XLPE / PUR amarelo | Um plano |
| TUNNELFLEX-R/PUR | 0,6/1 kV | Malha sintética | XLPE / PUR amarelo | Flexão + torção |
| TUNNELFLEX-TX | 3,6/6 a 12/20 kV | Não | HEPR-MV / PCP vermelho | Um plano |
| TUNNELFLEX-TTX | 3,6/6 a 12/20 kV | Trança de malha aberta | HEPR-MV / PCP vermelho | Flexão + torção |
Contra-argumento honesto
Argumento de engenharia: o TTX não deve ser a escolha padrão de média tensão “por garantia”. A trança adiciona diâmetro, peso e custo sem qualquer ganho elétrico, e em um sistema de pura deflexão em um plano ela é peso morto — o TX entrega a mesma performance com menos massa, ocupa menos tambor por volta e tem raio de curvatura mais favorável. A regra de seleção é, portanto, dupla e independente: a tensão decide BT ou MT, e o modo de movimento decide com ou sem anti-torção. O TTX é a resposta certa apenas quando há, comprovadamente, torção do cabo em serviço. Vale ainda lembrar que toda a família compartilha o limite de −20°C em operação flexível, que pode ser insuficiente em clima extremo, e que a terminação de qualquer versão de MT (TX ou TTX) exige o preparo especializado dos semicondutores e do alívio de campo.
Estrutura de seleção
11. Como Selecionar o TUNNELFLEX-TTX
| Dimensão de seleção | Dado a confirmar | Decisão que orienta |
|---|---|---|
| Tensão do sistema | 3,6/6, 6/10, 8,7/15 ou 12/20 kV? | Define a classe de média tensão do TTX. |
| Modo de movimento | O cabo é torcido em serviço, ou apenas defletido em um plano? | Torção → TTX; um plano → TX. |
| Condição de corrente | Estendido ou enrolado? Quantas camadas? | Usar o valor da pior condição de enrolamento. |
| Temperatura ambiente | Temperatura real do túnel (até 55°C). | Aplicar o fator K (1,10 a 20°C … 0,71 a 55°C). |
| Curto-circuito | Corrente presumida e tempo de atuação da proteção. | Converter o valor de kA publicado para o tempo real. |
| Tração | Tração do sistema de puxamento. | Verificar contra 20 N/mm² sobre a seção de fase. |
| Raio de curvatura | Diâmetro do tambor e raios fixos, sobre o OD do TTX. | 5×OD fixo; 10×OD em tambor. |
| Tambor | Capacidade do tambor para o OD maior do TTX. | Reverificar voltas/camadas com o diâmetro acrescido da trança. |
| Terminação | Capacidade de preparo dos semicondutores em campo. | Planejar terminação especializada de média tensão. |
Perguntas frequentes de engenharia
12. Perguntas Frequentes de Engenharia
Pergunta 1 — Qual a diferença entre TUNNELFLEX-TX e TUNNELFLEX-TTX?
Resposta: A diferença é a trança anti-torção de malha aberta de fios sintéticos, presente apenas no TTX, aplicada entre a manta interna e a bainha externa de PCP. O sistema elétrico — isolação HEPR-MV, blindagens semicondutoras do condutor e da isolação, bainhas de PCP — é idêntico nas duas. O TX serve à deflexão em um plano; o TTX tolera torção.
Pergunta 2 — O que é a “trança de malha aberta de fios sintéticos”?
Resposta: É um reforço têxtil em forma de rede (não uma capa fechada) feito de fios sintéticos de alta resistência. A malha aberta preserva a flexibilidade e o caminho de dissipação de calor; os fios sintéticos resistem ao cisalhamento torcional sem o peso e a rigidez de uma armadura metálica. Ela restringe a rotação do cabo, protegendo as interfaces semicondutoras da desorganização que a torção provocaria.
Pergunta 3 — O TTX conduz mais corrente que o TX?
Resposta: Não. A capacidade de corrente, a corrente de curto-circuito e a tração admissível são idênticas às do TX — a trança é um elemento mecânico, não elétrico. O TTX apenas acrescenta cerca de 0,8 mm de diâmetro e de 100 a 180 kg/km de peso por causa da trança.
Pergunta 4 — Por que a tabela de temperatura do TTX vai até 55°C?
Resposta: A folha de dados do TTX inclui o degrau de 55°C (K = 0,71), uma classe além do TX (que para em 50°C). Isso reconhece ambientes quentes de galeria profunda. A 55°C, a capacidade de corrente cai para 71% do valor de catálogo, e essa correção deve ser combinada com o derating de enrolamento em tambor.
Pergunta 5 — Quando devo escolher TTX em vez de TX?
Resposta: Quando o sistema mecânico impõe torção ao cabo — quando ele gira em torno do próprio eixo ao ser enrolado, desenrolado ou guiado por um trajeto que muda de plano. Se há apenas deflexão em um plano, o TX é a escolha correta: mesma performance elétrica, menos peso e diâmetro.
Pergunta 6 — A trança aumenta a tração admissível do cabo?
Resposta: A trança é um elemento de resistência à torção, não necessariamente de tração axial. A tração de puxamento deve continuar respeitando o limite de 20 N/mm² sobre a seção de cobre de fase (1500 N na 3×25, por exemplo), aplicada pelos condutores ou por uma malha/olhal de tração apropriado. Confirme o valor na folha de dados emitida.
Visão de Engenharia Feichun
O TUNNELFLEX-TTX RS-(N)TSCGEWOEU é o quarto e último quadrante da família TUNNELFLEX: média tensão, de 3,6/6 a 12/20 kV, com proteção anti-torção. Ele reúne o sistema elétrico do TX — condutor de cobre classe 5 de construção móvel, blindagem semicondutora do condutor, isolação HEPR-MV micro-filtrada melhor que 3GI3, blindagem semicondutora da isolação e bainhas de PCP com a externa vermelha — e acrescenta uma trança de malha aberta de fios sintéticos entre a manta interna e a bainha externa, que absorve o esforço torcional e protege as interfaces semicondutoras da rotação. Essa trança custa cerca de 0,8 mm de diâmetro e de 100 a 180 kg/km de peso, sem alterar a corrente, o curto-circuito (até 34,3 kA na 3×240) nem a tração (20 N/mm²) em relação ao TX. A folha de dados do TTX estende a correção de temperatura até 55°C (K = 0,71), uma classe além do TX, reconhecendo galerias quentes. A seleção segue dois eixos independentes: a tensão decide a classe de MT; o modo de movimento decide TX ou TTX. Escolha o TTX quando o cabo é comprovadamente torcido em serviço, e o TX quando há apenas deflexão em um plano. Em ambos, dimensione pela pior condição de enrolamento no tambor corrigida pelo fator K, verifique a tração contra 20 N/mm² sobre a seção de fase e o raio de curvatura (5×OD fixo, 10×OD em tambor) sobre o OD real, e converta a corrente de curto-circuito ao tempo de atuação da proteção. Assim a família TUNNELFLEX entrega, em cada quadrante, exatamente o cabo que o túnel exige.

